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A municipalidade
Valença é uma municipalidade brasileira no estado da Bahia com uma população estimada de 82.000. É muito visitada por turistas somente por ser o principal acesso à ilha de Tinharé, famosa pelo povoado de Morro de São Paulo.

A cidade
Valença é a maior cidade da Costa do Dendê, mas também é uma tranqüila vila de pescadores do século 16 e um dinâmico centro comercial e de serviços da região. Famosa pelo camarão, Valença tem um cais no porto onde a fileira de casas ainda mantém a beleza colonial, oferecendo ao visitante um rico patrimônio histórico que vive em harmonia com os barcos navegando o rio Una, que divide a cidade. Três pontes conectam ambos os lados da cidade.

Valença foi o primeiro centro industrial do Brasil, com moinhos de algodão e outras indústrias. Também é conhecida por seus recursos naturais, incluindo 15 km de praias em Guaibim, as cachoeiras Candengo, Ponta do Curral e o rio Una com seus manguezais.

A historia de Valença
O território onde se encontra a municipalidade de Valença hoje, no tempo do descobrimento do Brasil, era habitado pelos pacíficos índios Tupiniquim. Quando Dom João III, Rei de Portugal dividiu Brasil em 1534 em capitanias hereditárias, a área de Valença pertencia à capitania de Ilhéus sob a jurisdição de Vila de Nossa Senhora do Rosário de Cairu, onde a primeira população se estabeleceu.

As pessoas foram se instalando às margens do rio Una em seus campos de cana de açúcar e cultivo forrageiro. Além destes colonos "civilizados" havia um pequeno engenho que pertencia a um homem chamado Sebastião de Pontes. Este homem de temperamento violento, acostumado com guerras e lutas, que desdenhava qualquer pessoa que o contradiga ou ofendera, havia tomado parte numa expedição contra o povo indígena. Ao redor de 1573, um mascate chegou ao engenho e atreveu-se a ofender Sebastião de Pontes, quem imediatamente ordenou que o intruso fosse açoitado e marcado com ferro quente.

Dizem que o mascate, uma vez que regressou à Portugal, conseguiu apresentar se ao Rei enquanto este ia a missa. O mascate tirou sua capa para revelar as marcas nas suas costas, pedindo justiça. O rei imediatamente mandou ordens para a capital de Brasil decretando a prisão e regresso de Sebastião de Pontes para Portugal. O governo Real foi a Morro de São Paulo em um barco de guerra. O comandante do barco enganou Sebastião de Pontes convidando-o para subir à bordo e, enquanto almoçavam, o encarcerou y regressaram à Portugal. Sebastião de Pontes morreu numa cadeia em Limoeiro e, com seu falecimento, Uma perdeu o único homem que foi capaz de trazer tanta prosperidade. Desde então, invadido pelos violentos índios Aimorés, o progresso se reduziu e a colonização parou durante muitos anos. Logo das sangrentas represálias dos Bandeirantes de João Amaro Maciel Parente, a região continuou seu progresso, justificando a proposta para a criação de um povoado na população de Una. Em 23 de janeiro, 1799, a Vila de Nova Valença do Santíssimo Coração de Jesus foi criada, com um território desmembrado da municipalidade de Cairu.

Durante este tempo, a extração de madeira começou, utilizada para a construção dos barcos do exercito Real. As áreas desflorestadas logo foram ocupadas por atividades agrícolas, principalmente mandioca, arroz, café, pimenta do reino e canela.

Os habitantes das ilhas vizinhas que moravam em constante confronto com os índios e eram impossibilitados de plantar, lentamente voltaram à área, que já estava estabelecendo um núcleo populacional nas áreas circundantes à Capela Nossa Senhora do Amparo.O nome Valença foi atribuído pelos recém chegados habitantes para os quais o lugar representava uma solução aos seus problemas: Terra de Valença, de salvação. Outra versão conta que o nome vem do conselheiro Baltasar da Silva Lisboa que queria homenagear o ministro Marques de Valença, subseqüentemente concedendo à população o estado de vila em 10 de junho de1789, dando-lhe o titulo de Nova Valença.

A construção da igreja Santíssimo Coração de Jesus se iniciou nesta época.

Em 1849, a área municipal recebeu o titulo de cidade, chamada Cidade Industrial de Valença.

Outros fatos históricos interessantes:
A região sofreu durante a invasão holandesa à Bahia em 1624, e participou ativamente nas batalhas para a independência da Bahia.

Abrigou a frota de Lord Cochrane, que veio lutar contra os portugueses em 1823. A atuação da cidade nesta batalha foi tão impressionante que recebeu o titulo de "a decidida" como citado no hino da cidade.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Valença também participou quando os submarinhos alemães bombardearam os navios Itajiba e Irará em sua costa. Os passageiros foram salvos pelo saveiro Araripe e os feridos foram levados para um hospital improvisado no prédio do Sindicato dos Trabalhadores de Têxtil, um prédio de desenho francês com arquitetura neoclássica. Este mesmo prédio também foi o primeiro banco de sangue da região. Pela sua participação ativa, Valença recebeu o titulo de "a hospitaleira".

Determinada, pacifica e amistosa, Valença atualmente tem os principais estaleiros da Bahia, onde se constroem barcos, saveiros, veleiros, escunas e caravelas, como a copia da Niña, da frota de Cristóvão Colombo, para o filme: 1492: Conquista do Paraíso, de Ridley Scott.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Valen%C3%A7a_(Bahia)

 

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